Síndrome do olho seco


O clima seco e a redução da umidade do ar diminuem a lubrificação dos olhos, favorecendo o aparecimento da SÍNDROME DO OLHO SECO. É importante saber como tratar o problema, que é a segunda maior causa de atendimentos em consultórios!

Síndrome do olho seco: doença crônica relacionada à exposição a algumas condições do meio ambiente (poluição, computador), trauma (queimaduras químicas), alguns medicamentos, idade avançada, uso de lentes de contato, menopausa nas mulheres e doenças do sistema imunológico (síndrome de Sjögren, Stevens-Johnson e outras). Caso não seja diagnosticada, e corretamente tratada, pode avançar para uma lesão da superfície ocular e, em alguns casos, até à perda da visão.

Cuidados importantes: ao usar lágrimas artificiais preferir as que não contenham conservantes; ao dormir em ambientes com ar condicionado ou ventilador proteger os olhos com máscara; fazer uso de umidificador ou vaporizador para manter um nível confortável de umidade do ar; evitar correntes de ar oriundas de aparelhos de ar condicionado, leques, ventiladores ou aparelho de calefação; ao fazer uso de nebulização, é importante proteger os olhos com compressas de água boricada ou óculos de natação, evitando ressecamento dos olhos; evitar exposição ao vento e ao sol, sem resguardar os olhos com protetores adequados; fazer uso de loções hidratantes na pele e soluções salinas no nariz também são cuidados eficazes.

Sintomas: ardência, irritação e sensação de areia nos olhos, dificuldade na permanência em lugares com ar condicionado ou em frente ao computador, além de olhos embaçados ao final do dia.

Tratamento: é feito basicamente dos sintomas, com lágrimas artificiais, conservação da lágrima (com oclusão de pontos lacrimais), estimulação da produção de lágrima, terapia anti-inflamatória e terapia hormonal. O especialista deve ser consultado para prescrição do tratamento mais adequado.