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Retinopatia diabética: vigília para o diagnóstico precoce



O diabetes é uma doença sistêmica caracterizada pela insuficiência ou pelo distúrbio na absorção de insulina, hormônio responsável pelo transporte de açúcar no organismo.

Entre outras propensões, os diabéticos têm maior tendência ao desenvolvimento de diversas doenças oftalmológicas, entre elas, a retinopatia diabética. Devido a esta predisposição, os diabéticos têm 25 vezes mais chances de ser tornarem cegos.


A DOENÇA

O aumento da concentração de açúcar no sangue dos diabéticos afeta os pequenos vasos sanguíneos dos olhos, o que coloca a retinopatia diabética entre as maiores causas de cegueira.

Estima-se que de 40% dos diabéticos insulino-dependentes, ou seja, aqueles que precisam de injeção diária de insulina, desenvolvem a retinopatia diabética. A estimativa cai para 20% quando se refere aos não insulino-dependentes. Porém, após 10 anos de diabetes, a incidência entre os dois grupos se aproxima, e metade deles desenvolve a doença.

A retina, área afetada pela retinopatia diabética, é repleta de vasos sanguíneos, que nos diabéticos são mais frágeis e se rompem com facilidade. As pequenas hemorragias causadas pelos rompimentos produzem manchas e geram vasos anormais que afetam o bom desempenho da visão. As hemorragias e os bloqueios causados por eles dificultam a distribuição do sangue e, por sua vez, o sistema imunológico responde criando novos vasos, que novamente frágeis geram mais hemorragias.

A cegueira por retinopatia diabética pode ser causada pelas seguintes complicações: hemovítreo (hemorragia no vítreo), deslocamento da retina (devido à proliferação de vasos anormais), fibrose da retina (cicatrização dos vasos rompidos) e glaucoma neovascular (aumento da pressão intraocular).


TIPOS

A retinopatia diabética tem duas classificações: exsudativa e proliferativa, ambas com potencial para causar a cegueira. A exsudativa é caracterizada pela hemorragia que atinge a mácula, região da retina responsável pela visão central; já a proliferativa é caracterizada pela propagação de vasos anormais que além da hemorragia, podem causar danos à retina.

Os vasos anormais, que surgem na forma proliferativa da doença, são ainda mais frágeis que os demais e seu crescimento desordenado causa mais hemorragias, o que leva à formação de um tecido fibroso, que pode provocar descolamento da retina.


SINTOMAS

A doença pode tornar a visão borrada, provocar o surgimento de moscas volantes (manchas que flutuam) e flashes de luz. Mas, os sintomas surgem no estágio avançado da doença e, por isso, os diabéticos devem ficar sempre atentos à saúde de seus olhos.


DIAGNÓSTICO

Para o diagnóstico, costumam ser realizados três exames: o exame de fundo de olho, que analisa a retina com o auxílio de uma lente de aumento especial; o de tonometria, que mede a pressão intraocular; e o exame de angiografia fluoresceínica, no qual são tiradas fotos da retina para avaliar os vasos, que estarão destacados devido ao uso de um corante, específico para o exame.


TRATAMENTO

Embora a falta de controle do diabetes possa acelerar o desenvolvimento da retinopatia diabética, o controle minucioso da doença primária não impede o desenvolvimento da secundária (retinopatia diabética). Ainda assim, o controle da retinopatia diabética começa na educação alimentar, que vai proporcionar a melhoria dos níveis de açúcar no sangue e reduzir as chances do surgimento de hemorragias e de veias anormais.

Controlado o diabetes, o tratamento passar a focar as complicações já causadas por ele: os vasos sanguíneos mais frágeis que se formaram na retina. Para estes, a Medicina utiliza o laser a fim de deter a evolução. O procedimento, conhecido como fotocoagulação a laser, cauteriza as pequenas veias, estanca as hemorragias e diminui as chances de descolamento da retina.

Em casos mais avançados, pode ser necessária a realização da vitrectomia, procedimento cirúrgico que remove os vasos anormais e corrige o descolamento da retina.

Retinopatia diabética - Foto 1
Retinopatia diabética - Foto 2
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